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Utopia

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Embora Utopia signifique lugar nenhum, ela representa uma ilha com uma comunidade perfeita.
O livreto descreve o encontro de Thomas More, seu amigo Peter Gilles, e um velho estrangeiro chamado Raphael Nonsenso no jardim do hotel de More, na Antuérpia. Raphael é um antigo marinheiro que viajou com Américo Vespúcio.

Após a morte de Vespúcio, Raphael continuou a viajar para novos lugares, incluindo Utopia.Sua descrição da terra ideal compreende o escopo da estória. Utopia é um lugar onde não há propriedade privada, onde todos trabalham, mas sem exageros.

R$10,99

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A concepção da ilha de Utopia está toda enraizada em duas idéias: a não existência da propriedade privada é a primeira.

A segunda é o alcance dos interesses individuais, entendido como apenas viável, se feito através do preenchimento prévio das necessidades coletivas. Esses conceitos são centrais na obra.

Todo os outros elementos do funcionamento tanto dos costumes, quanto da cultura, como do governo são diretamente ligados a esses pontos.

O autor vê a propriedade privada como a essência das mazelas do homem. Podemos entender como propriedade privada a desigualdade material, e se refere muito mais a propriedade privada como vemos hoje, do que à concentração de riquezas por direito de posse, como no caso da nobreza européia tradicional. Da mesma forma, a necessidade de ver a sociedade como um conjunto e de subordinar os interesses individuais aos coletivos são a única maneira de alcançar prosperidade e progresso. A descrição da ilha é feita com base numa comparação com a Inglaterra do seu tempo, que tem uma função de negativo. É perfeitamente possível entender Utopia como uma anti-Inglaterra.

A Inglaterra de More não é mais medieval, os valores não são mais exatamente os da nobreza, embora muito ainda reste dessa época. A singularidade da Inglaterra, onde a nobreza mais cedo começou a perder poder, permite entender o porque é tão forte a crítica de More à propriedade privada. Na sociedade inglesa a essa época já era tênue a linha que distingue burguesia e nobreza.

Era muito fácil a ascensão à nobreza de um burguês rico ou a um nobre adquirir as práticas de um burguês. A revolta de More contra o dinheiro, a moeda, contra a desigualdade material e concentração de riquezas e contra a propriedade da terra, que já não é entendida por ele como direito natural de posse, demonstra o quanto já era acelerado na Inglaterra esse processo em direção ao capitalismo. Não são os valores medievais que More critica, são os que mais tarde serão chamados de valores burgueses. A Inglaterra de seu tempo, pelo que ele demonstra, já apresentava algumas distorções sociais e injustiças que são inerentes ao capitalismo. Na época de More, a terra era a principal fonte de riqueza e trazia consigo também poder político e status.

Na Inglaterra, ela já era considerada uma mercadoria e a nobreza inglesa estava num processo em que cada vez mais passaria a pensar como a burguesia, isto é, empresarialmente. As enclosures que fazem parte desse processo de transformação da terra em propriedade privada e, por conseqüência, mercadoria, vão resultar na necessidade dos camponeses assalariarem-se e aqueles que até então conseguiram produzir para si, nas terras comunais, vão tornar a ser explorados por um grupo de proprietários. E é dessa forma que é entendido o trabalho por More. Para ele, se há escassez de alimentos e desigualdade, é porque alguns estão trabalhando por outros. O trabalho, assim como a riqueza, deveria ser distribuído igualmente a todos.

O trabalho, como vê em seu tempo, é apropriado por um exército de inúteis: clero, nobreza militar, comerciantes, proprietários de terra, donos de empresa, funcionários do estado e outros que estariam parasitando a sociedade e impedindo a felicidade comum. Nos cálculos de More, se toda essa casta de parasitas se também trabalhassem em algo produtivo, como na indústria ou agricultura, haveria suprimento suficiente para todas as necessidades da sociedade, assim como é descrito em Utopia. A miséria da qual More fala não é a dos mendigos das cidades medievais, é aquela resultado da necessidade de exploração do camponês. A descrição que Thomas More faz da Inglaterra de seu tempo é tão familiar ao leitor do século XX, capitalista, que chega a ser um instrumento de possível contestação da teoria de Max Weber sobre a origem do capitalismo. O outro ponto central, as necessidades e a felicidade coletivas predominantes às individuais, tem grande força na concepção do governo da ilha.

Não é à toa que a ilha tem um governo democrático e similar ao republicano. É por conta dos governantes europeus. A visão de Thomas More dos governantes, ao contrário do que se pode pensar está longe de ser ingênua. Ele sabia muito bem com quem estava tratando. A sensação familiar que alguns sentem ao ler a descrição que este faz dos costumes e práticas dos governantes europeus não é casual. Aqueles que já leram O Príncipe de Maquiavel podem notar que as atitudes que More indica como comuns entre os reis, são quase todas as que o italiano receita ao bom governante. Temos aí uma diferença de concepções no método de alcançar um bom governo. Para More, este deveria ter origem no povo, e ser calcado na sabedoria dos mais velhos.

Para Maquiavel seria encontrado nos homens que o merecessem, e que soubessem retirar as lições do mundo, da experiência. Mas ao contrário deste, More acreditava que não seria sábio confiar tudo às mãos de um homem só que não estivesse ligado ao povo, não com tudo que já conhecia dos príncipes e dos reis.

Estes e seus conselheiros, não estariam interessados em uma política verdadeiramente direcionada ao bem comum da sociedade. Estariam muito mais preocupados com seus próprios interesses, com suas próprias possibilidades de tirar vantagem da situação com a qual estariam lidando. (Uiran Gebara da Silva)

Informações adicionais

Título Utopia
Autor Thomas More
Editora Universidade Falada
Áudio Narração Profissional
Locução R. Roldan
Tempo de duração 5 horas e 23 minutos
Audiolivro em MP3 - para download
Classificação N/A
Preço R$10,99

Thomas More


AUDIOLIVRO

São Sir Thomas More, por vezes latinizado em Thomas Morus ou aportuguesado em Tomás Moro (Londres, 7 de Fevereiro de 1478 — Londres, 6 de Julho de 1535) foi homem de estado, diplomata, escritor, advogado e homem de leis, ocupou vários cargos públicos, e em especial, de 1529 a 1532, o cargo de "Lord Chancellor" (Chanceler do Reino - o primeiro leigo em vários séculos) de Henrique VIII da Inglaterra. É geralmente considerado como um dos grandes humanistas do Renascimento. Foi canonizado como santo da Igreja Católica em 9 de Maio de 1935 e sua festa litúrgica se dá em 22 de Junho.


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