Quincas Borba: sábio, louco e filósofo, o mesmo que aparece no clássico Memórias Póstumas de Brás Cubas como o amigo pobre, que posteriormente enriquece, é agora o personagem central da obra.
Fundador de própria filosofia: o Humanitismo. Nela, dirá que tudo é parte de um mesmo corpo, o Humanitas. Como órgãos e células, os homens vivem e lutam para este Corpo sobreviver: assim, para os seres vivos não há morte, há a vontade do Humanitas se perpetuar de outras formas.
Rubião, o ingênuo mineiro, torna-se seu único aprendiz e, quando o velho Quincas morre, o único herdeiro de todas suas riquezas e filosofias. Rico, Rubião, junto do cachorro Quincas Borba (que ganhou este nome do próprio filósofo), parte à Capital, na época Rio de Janeiro, para ter uma vida com mais luxo.
No caminho conhece Palha e Sofia, um casal vaidoso que será seu guia pelo mundo de aparências e superficialidade que era a corte carioca. A imagem de seu amigo sempre presente no cão, suas desventuras, seu amor tresloucado por Sofia, as histórias de seus conhecidos que dão mais vida à obra, tudo é narrado com maestria.
Profundamente irônico e perverso, Quincas Borba, agora o livro, é a materialização do humanitismo, que pode ser entendido na célebre frase: “Ao vencedor as batatas!”
Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
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De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
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