"É inevitável pensar em Machado de Assis como um dos grandes pólos norteadores de nossa essência, seja pelo retrato que traça daquele Brasil de outros tempos, tão diferente mas certamente gerador do nosso, seja pelo leque de emoções e observações que tão bem expressam nossa visão cultural, seja pelo seu uso tão elegante quanto funcional da nossa língua, em todas as formas literárias por onde caminhou. Cultor conhecido de nossa língua falada, Othon Bastos põe sua voz a serviço de Machado com o carinho de quem se gratifica em fazer viver, em prosa e verso, aquele Brasil, aquelas observações e emoções, as sonoridades daquela língua sem qualquer artificialidade gratuita, um artista serve realmente o outro para proveito de todos nós". Barbara Heliodora CD I POESIAS Círculo Vicioso Camões I Camões II Camões III Camões IV Soneto de Natal A Carolina CRÔNICAS O nascimento da crônica Bondes elétricos O punhal de Martinha Guedes Faleci ontem Preso e recolhido A minha questão é outra CD II CONTOS Três tesouros perdidos Três conseqüências Missa do Galo Pai contra mãe
Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
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De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
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