Uma terra sem lei, onde o conflito entre rebeldes do oeste do Sudão e o próprio governo já matou mais de 300 mil e obriga cerca de 2 milhões a viver em campos de refugiados.
O povo de Darfur, hoje, enfrenta em seu dia-a-dia violência, fome e miséria - situação provocada há décadas, pelo descaso ininterrupto de governantes sudaneses pela região.
O desenvolvimento desigual entre as regiões gerou revolta, e favoreceu o surgimento de grupos rebeldes nos locais menos favorecidos, que hoje lutam pelos seus direitos.
Porém, o conflito ultrapassou a ordem política e se transformou, nos últimos anos, em uma guerra sangrenta, agravada pelas diferenças culturais e étnicas, e pelas disputas territoriais. As ofensivas do governo sudanês à resistência dos insurgentes vão além da atuação do exército. Forças paramilitares espalham horror entre a população local, com o intuito de conter os atos de rebeldia dos darfurianos.
Os “Janjaweed”, a milícia formada por membros de antigos grupos tribais de língua árabe, recebe artilharia e aval do governo para cometer barbáries nos povoados “não-árabes”, deixando intactos aqueles pertencentes ao seu grupo étnico. Mais que um relato sobre a guerra, o livro é uma tentativa de dar voz ao grito sufocado do povo de Darfur, chamando a atenção do mundo a esse triste conflito que assola a África contemporânea.
Os autores trazem as respostas da União Africana e da comunidade internacional, incluindo as tentativas dos tratados de paz e de proteção aos direitos civis. “Este livro brilhante é uma leitura essencial para qualquer um que quer entender a complexa história de DARFUR, e como esta região tornou-se sinônimo de sofrimento”.Mia Farrow
“Eu estava em Darfur quanto terminei de ler a obra de Julie Flint e Alex de Waal. O livro é obrigatório para quem se dispõe a entender as raízes do genocídio e os rumos que ele ainda pode tomar”. Diogo Schelp - jornalista








