AUDIOLIVRO
Eça de Queirós, romancista dos maiores, é também um contista que domina as artes de bem tecer uma narrativa breve.
Os três contos interpretados por Autran dão uma mostra da variedade neles abrangida de espaços, tempos, personagens: O tesouro e No moinho foram tirados do volume de Contos; Frei Genebro do conjunto de lendas de santos, publicadas postumamente.
O tesouro e Frei Genebro muito diversos entre si, passam-se na Idade Média: o primeiro é uma história de astúcia e crimes; o segundo, a do trajeto terreno de um santo ermitão, sempre de olhos fitos no céu, até a um fim inesperado que trai a nossa expectativa.
No moinho se passa na contemporaneidade e é, sem dúvida, o embrião de O primo Basílio. À voz do narrador e a de seus personagens empresta Paulo Autran a sua, rica de inflexões, plena de diversidade, quente de emoção, repassada de ironia, sempre valorizando a ampla gama de expressões e sutis intenções do autor. Cleonice Berardinelli O tesouro Frei Genebro No moinho
Eça de Queirós
AUDIOLIVRO
EÇA DE QUEIRÓS
(*25/11/1845 †16/08/1900)
RESUMO BIOGRÁFICO:
Diplomata e escritor muito apreciado em todo o mundo e considerado um dos maiores escritores portugueses de todos os tempos, Eça de Queirós nasceu José Maria Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim-Portugal, no dia 25 de Novembro de 1845. Seu nome muitas vezes tem sido, de forma equivocada, grafado como "Eça de Queiroz".
Eça de Queirós morreu em Paris-França, no dia 16 de Agosto de 1900 (Funeral em Lisboa - 17 de Agosto)
Era filho do Dr. José Maria Teixeira de Queirós, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, e de sua mulher, D. Carolina de Eça. Depois de ter estudado nalguns colégios do Porto matriculou-se na faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, completando a sua formatura em 1866. Foi depois para Leiria redigir um jornal político, mas não tardou que viesse para Lisboa, onde residia seu pai, e em 1867 estabeleceu-se como advogado, profissão que exerceu algum tempo, mas que abandonou pouco depois, por não lhe parecer que pudesse alcançar um futuro lisonjeiro. Era amigo íntimo de Antero de Quental, com quem viveu fraternalmente, e com ele e outros formou uma ligação seleta e verdadeira agremiação literária para controvérsias humorísticas e instrutivas. Nessas assembléias entraram Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Salomão Saraga e Lobo de Moura.
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EÇA DE QUEIRÓS
(*25/11/1845 †16/08/1900)
RESUMO BIOGRÁFICO:
Diplomata e escritor muito apreciado em todo o mundo e considerado um dos maiores escritores portugueses de todos os tempos, Eça de Queirós nasceu José Maria Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim-Portugal, no dia 25 de Novembro de 1845. Seu nome muitas vezes tem sido, de forma equivocada, grafado como "Eça de Queiroz".
Eça de Queirós morreu em Paris-França, no dia 16 de Agosto de 1900 (Funeral em Lisboa - 17 de Agosto)
Era filho do Dr. José Maria Teixeira de Queirós, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, e de sua mulher, D. Carolina de Eça. Depois de ter estudado nalguns colégios do Porto matriculou-se na faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, completando a sua formatura em 1866. Foi depois para Leiria redigir um jornal político, mas não tardou que viesse para Lisboa, onde residia seu pai, e em 1867 estabeleceu-se como advogado, profissão que exerceu algum tempo, mas que abandonou pouco depois, por não lhe parecer que pudesse alcançar um futuro lisonjeiro. Era amigo íntimo de Antero de Quental, com quem viveu fraternalmente, e com ele e outros formou uma ligação seleta e verdadeira agremiação literária para controvérsias humorísticas e instrutivas. Nessas assembléias entraram Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Salomão Saraga e Lobo de Moura.
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