Policarpo Quaresma, Clara dos Anjos, o homem que sabia javanês, bichos, feiras e mafuás da tradição suburbana do Rio de Janeiro, a pintura de nossa paisagem humana e social saltam das páginas dos textos de Lima Barreto para o cotidiano do brasileiro, caracterizado por frouxos limites entre real e absurdo, o trágico e o riso, ficção e razão. A arte de Pedro Paulo Rangel conhece a sutileza desses limites e sua voz alcança o equilíbrio do riso vazado de melancolia, da racionalidade contaminada pela imaginação, das certezas que anunciam o fracasso. Lima Barreto provoca-nos a reflexão sobre a difícil tarefa do artista e do intelectual, e sua palavra - que dogmática ou libertadora - pode revelar o caráter bizarro, criativo ou opressor de nossa realidade. Atuar como equilibrista entre os impasses da cultura brasileira torna-se o desafio para o intelectual porque a palavra é o delicado suspeito fio que os une. Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo CD I A cartomante O homem que sabia javanês Lívia Clara dos Anjos CD II Um especialista O número da sepultura Um e outro
Lima Barreto
Afonso Henriques de Lima Barreto nascido no Rio de Janeiro no dia 13 de Maio de 1881 foi um jornalista e escritor brasileiro.
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