AUDIOLIVRO : Histórias de Alexandre, de Graciliano Ramos. Editora Livro Falante
"No sertão do Nordeste vivia antigamente um homem cheio de conversas, meio caçador e meio vaqueiro, alto, magro, já velho, chamado Alexandre. Tinha um olho torto e falava cuspindo a gente, espumando como um sapo-cururu, mas isto não impedia que os moradores da redondeza, até pessoas de consideração, fossem ouvir as histórias fanhosas que ele contava. (...)"
Assim começa a apresentação escrita por GRACILIANO RAMOS para as quatorze histórias que compõem a obra HISTÓRIAS DE ALEXANDRE, agora no formato de audiolivro. Alexandre empolga-se com a narração de suas aventuras, que beiram, às vezes, o impossível e o inacreditável, mas recebe sempre o apoio incondicional de sua mulher Cesária. Os vizinhos, acocorados ao seu redor, encantam-se com suas histórias, que só são interrompidas de vez em quando pelo cego Firmino, que pede detalhes ou pequenos esclarecimentos, de um jeito muito divertido e simpático, sem jamais afrontar Alexandre com suas dúvidas.
Alexandre não se abala, às vezes mostra-se magoado, mas sempre volta a se empolgar e a empolgar os personagens que fazem parte destas histórias, como o cantador Libório, o curandeiro Galdêncio e a benzedeira Das Dores, além de Firmino e da fiel Cesária, é claro.
O radialista e locutor profissional DI RAMON, que fez a leitura deste audiolivro, é apaixonado pela arte de inventar personagens com a voz, o que deu a obra um colorido surpreendente.
Ao contrário das principais obras do alagoano GRACILIANO RAMOS (1892-1952), como os romances São Bernardo, Angústia e Vidas Secas, marcados por certo pessimismo, os contos de HISTÓRIAS DE ALEXANDRE têm caráter leve e divertido. São muitas vezes considerados como literatura infanto-juvenil, mas certamente podem divertir e encantar pessoas de todas as idades.
AUDIOLIVRO : Histórias de Alexandre, de Graciliano Ramos. Editora Livro Falante. Audiobook em mp3.
Graciliano Ramos
Graciliano Ramos nasceu em Quebrangulo, em Alagoas, em 1892, e morreu no Rio de Janeiro, em 1953.
Além de escritor, trabalhou como jornalista e foi prefeito de Palmeira dos Índios por dois anos.
Entre suas obras, destacam-se Caetés (1933), São Bernardo (1934), Angústia (1936), Vidas Secas (1938), Histórias de Alexandre (1944), Infância (1945) e Memórias do Cárcere (1953).
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Além de escritor, trabalhou como jornalista e foi prefeito de Palmeira dos Índios por dois anos.
Entre suas obras, destacam-se Caetés (1933), São Bernardo (1934), Angústia (1936), Vidas Secas (1938), Histórias de Alexandre (1944), Infância (1945) e Memórias do Cárcere (1953).
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