Contos de Machado de Assis PARTE 2 - AUDIOLOIVRO EM MP3.
Machado de Assis é, sem dúvidas, o maior escritor brasileiro de todos os tempos.
Seus contos, irônicos, irreverentes, despretensiosos e geniais, nos quais o que se lê é somente a ponta de um iceberg. Por debaixo das águas fundas e magistrais de sua escrita, mostram-se gigantescas pedras refletoras do homem, tanto em sua complexidade imprevisível, como em A igreja do Diabo, quanto em sua mortal ingenuidade, como no célebre conto A Cartomante.
Nada escapa ao humor de Machado. Os desejos de uma solteirona, expressos em A Carta, ou os sonhos das jovens, envoltas em suas vidas cotidianas, submersas nas mais românticas fantasias , como em Curta História.
Os infortúnios do acaso, que mudam o rumo de nossas vidas, assim como os passos de um bêbado pelas calçadas do mundo, são uma das inúmeras especialidades de Machado. Virginius de um modo triste e A carteira de um modo cômico-trágico expressam isto com magnífica precisão.
Narrados de forma deliciosa, com a qualidade habitual à Universidade Falada, você poderá confirmar que não são poucos nem desmerecidos os elogios feitos a Machado de Assis.
MACHADO DE ASSIS - Incríveis contos, em audiolivro. Contos de Machado de Assis em mp3.
Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
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De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
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