AUDIO LIVRO - - O princípio da indeterminação genética é uma idéia nova para tempos novos.
Uma discussão filosófica dos limites até onde o homem pode ir, ou pretender ir, com sua ganância e prepotência.
À medida em que o homem aprofunda seus conhecimentos na área da engenharia genética, essa ciência da manipulação genética, é preciso apontar limites à ação humana, visto que na própria natureza há fronteiras claras entre as formas de vida e o meio ambiente.
O homem não controla todo o processo: a manipulação genética traz resultados minimamente previsíveis, porque o homem só controla parte do processo: a parte que ele consegue acompanhar, no seu tempo minimamente previsível.
A outra parte, a das reações da espécie com o meio em que ela vive, parte essa que vive um tempo natural, ou seja, uma escala de milhares de anos, o homem não consegue acompanhar nem avaliar.
O princípio da indeterminação genética diz que não conseguimos prever o resultado daquilo que manipulamos, porque só temos controle de parte do processo: as espécies naturais nunca sofrem alterações genéticas somente como resultado de um esforço próprio e individual, mas como resultado da suas ações em correlação com o meio: a relação entre as partes e o todo e entre o todo e as partes é determinante em ambas as direções.
É preciso resistir à lógica do capitalismo, que procura na engenharia genética nada mais que um instrumento para manipular a natureza ao seu bel prazer, sem levar em consideração quaisquer outros valores: a natureza é um todo onde cada acontecimento reflete nas partes e no conjunto, numa total interdependência, numa completa interação.
São as interações que garantem o equilíbrio e as transformações do sistema, num processo auto regulatório ao qual o homem não pode interferir, sob o risco de colocar todo o sistema em perigo. É sobre isso que fala o princípio da indeterminação genética.
AUDIO LIVRO em mp3 - - O princípio da indeterminação genética.
Gledson Sousa
Gledson nasceu em Juazeiro do Norte, Ce.
Desde 1991 vive em São Paulo.
É diretor cultural da APCEFSP desde 2005. Tem vários textos em linha no site português TRIPLOV.
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