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A Cidade e as Serras

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A Cidade e as Serras

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A Cidade e as Serras, um expoente do realismo português, discute o paradoxo da modernidade: o homem tem tudo ao alcance das mãos, mas há algo que lhe escapa, que não sabe mensurar.
Eça de Queirós, irônico e pontual, retrata, pelo caminho da literatura, aquilo que Epicuro, Rousseau e tantos outros grandes pensadores elaboraram em suas filosofias.

Informações adicionais

Título A Cidade e as Serras
Autor Eça de Queirós
Editora Universidade Falada
Áudio Narração Profissional
Locução Walquiria B.
Tempo de duração 9 horas
Audiolivro em CD MP3 (compact disk)
Preço R$ 24,00
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A Cidade e as Serras, um expoente do realismo português, discute o paradoxo da modernidade: o homem tem tudo ao alcance das mãos, mas há algo que lhe escapa, que não sabe mensurar.

Jacinto de Tormes é o burguês típico: acompanha os avanços tecnológicos de sua época, dá festas chiques, come em restaurantes caros, lê e discute filosofia; desfruta, enfim, de todos os bens inventados pelo civilização. Ele dizia que “o homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado”. Não obstante, Jacinto, de absolutamente orgulhoso e esbanjador, vai arqueando; torna-se pessimista.

No auge de sua depressão, cita Schopenhauer: “viver é sofrer”. Nada basta e tudo enfastia. Depara-se com as insuficiências do ser, com o absurdo da vida e, diante de toda a ventania das informações, das descobertas e das edificantes elucubrações, sente tédio.
Zé Fernandes, o narrador da história, seu amigo, surpreende-se, certo dia, com a intenção de Jacinto de ir às serras de Portugal a fim de reconstruir a capela de seus ancestrais. É lá, em contato direto com a natureza, distante de qualquer adorno da cidade, que Jacinto vigora-se e descobre a beleza da simplicidade, o contato com a terra e a boa comida. Satisfaz-se, tornando-se radiante.

Eça de Queirós, irônico e pontual, retrata, pelo caminho da literatura, aquilo que Epicuro, Rousseau e tantos outros grandes pensadores elaboraram em suas filosofias.

Eça de Queirós


AUDIOLIVRO

EÇA DE QUEIRÓS
(*25/11/1845 †16/08/1900)
RESUMO BIOGRÁFICO:

Diplomata e escritor muito apreciado em todo o mundo e considerado um dos maiores escritores portugueses de todos os tempos, Eça de Queirós nasceu José Maria Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim-Portugal, no dia 25 de Novembro de 1845. Seu nome muitas vezes tem sido, de forma equivocada, grafado como "Eça de Queiroz".

Eça de Queirós morreu em Paris-França, no dia 16 de Agosto de 1900 (Funeral em Lisboa - 17 de Agosto)

Era filho do Dr. José Maria Teixeira de Queirós, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, e de sua mulher, D. Carolina de Eça. Depois de ter estudado nalguns colégios do Porto matriculou-se na faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, completando a sua formatura em 1866. Foi depois para Leiria redigir um jornal político, mas não tardou que viesse para Lisboa, onde residia seu pai, e em 1867 estabeleceu-se como advogado, profissão que exerceu algum tempo, mas que abandonou pouco depois, por não lhe parecer que pudesse alcançar um futuro lisonjeiro. Era amigo íntimo de Antero de Quental, com quem viveu fraternalmente, e com ele e outros formou uma ligação seleta e verdadeira agremiação literária para controvérsias humorísticas e instrutivas. Nessas assembléias entraram Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Salomão Saraga e Lobo de Moura.


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