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Lana Harari

Lana Harari
Lana Harari

* Psicóloga, graduada pela USP, com Especialização em Terapia Familiar e de Casal pela PUC-SP.
* Atuou como professora particular de alunos com dificuldades escolares durante 20 anos.
* Foi consultora do programa Supernanny do SBT.
* Fez parte da equipe do Departamento de Orientação Profissional do Instituto de Psicologia da USP, atendendo adolescentes e atendendo adultos para orientação de carreira.
* Atuou em clínicas de saúde mental no Brasil e no exterior.
* Trabalha como psicoterapeuta clínica desde 1987 realizando atendimento individual, conjugal e familiar.
* É docente do curso “Problema escolar da criança e do adolescente na visão sistêmica” no Instituto Sedes Sapientiae-SP.
* Coordena workshops sobre Educação Financeira para crianças, adolescentes, jovens e adultos.
* Oferece atendimento psicológico focado em Orientação Financeira, para, em um número delimitado de sessões, ajudar as pessoas a se conscientizarem de sua maneira de se relacionarem com dinheiro e, assim, reorganizarem suas finanças.

e-mail: lanaharari@uol.com.br

Sinopse

Quando, durante 20 anos, eu dava aulas particulares e ia à casa dos alunos, eu participava da vida familiar da criança. E quando visitava os professores para falar dos meus alunos, eu me inteirava da dinâmica que ocorria na escola.


Foram 20 anos vivendo nesse universo procurando meios de ser mais efetiva para ajudar meus alunos a ... passarem de ano! Sim, porque o objetivo maior dos pais, da escola e dos próprios alunos era que eles passassem de ano, e não que aprendessem, que ganhassem conhecimentos, desenvolvessem uma visão crítica da vida, se preparassem para a vida adulta e seus desafios (trabalhar, se relacionar com as pessoas, superar adversidades) e se conscientizassem de seu papel social e de sua responsabilidade em ter uma ação humanizadora no mundo.
O importante era passar de ano! Como se terminar a escola (de preferência sem repetir) fosse garantir suas chances de ser bem sucedidos na vida adulta... Quando eu mesma concluí a escola depois de um histórico escolar brilhante e me vi despreparada para lidar com trabalho, dinheiro, pessoas e as dificuldades da vida, percebi que essa fórmula não era certa. Vi outros alunos da minha época com pior desempenho que o meu se saírem muito melhor e fui obrigada a ir atrás das respostas às seguintes perguntas: por que alguns alunos vão bem e outros vão mal na escola? O que acontece na família que impede a criança de aprender? Como pode a escola não só não facilitar o aprendizado, mas ainda dificultar, traumatizar e deixar marcas nos alunos? Por que os que vão bem na escola não necessariamente se sairão bem no futuro? Que lugar no mundo sua família lhes determina, desde muito cedo até? Que lugar a experiência escolar confere a cada um, na voz dos professores ou colegas que o definem com frases como: “Só podia ser a Juliana para acertar essa pergunta!” ou “Só podia ser o Pedro para dar esse tipo de resposta!”?
Foi o curso de Especialização em Terapia Familiar Sistêmica que mais me ajudou a encontrar essas respostas e me capacitou a ser mais efetiva no trabalho com as crianças e os adolescentes com dificuldades escolares.
A abordagem sistêmica analisa o contexto maior em que determinado fenômeno ocorre. Portanto, o problema da criança não é necessariamente decorrente de problemas individuais, ou de problemas na família, ou na escola. Esses são apenas três (importantes, sem dúvida) aspectos de toda uma constelação de fenômenos envolvidos nessa situação. O ser humano participa de diferentes contextos: biológico, familiar, social, profissional, cultural e político. Ele é um ser multifacetado que recebe influência e influi, por sua vez, sobre estes contextos, cada um com seu conjunto de regras particulares. Portanto, restringir-se a considerar somente a dimensão individual da criança, ou a familiar, ou (muito mais raramente) a escolar é limitar o campo de observação e a possibilidade de trazer transformação para essa realidade.
Por exemplo, se uma criança com evidentes dificuldades para ler é levada a um neurologista que tem se dedicado a pesquisar distúrbios de aprendizagem, como seu campo de observação tem sido esse, ele vai muito facilmente ser levado a diagnosticar que ela é disléxica e fazer o encaminhamento, por exemplo, à Associação Nacional de Dislexia, sem que lhe ocorra que ela possa ter um problema de outra natureza.


Entretanto, a criança não tem só uma dimensão biológica na qual se encontra a explicação para seu problema. Ela pode até ter uma disfunção orgânica, mas pode não ser a dislexia que o neurologista diagnosticou e sim uma outra, um tumor no cérebro, por exemplo, que ele não considerou. Ou ela pode não ter nenhuma disfunção e seu problema se dever a outros fatores combinados de forma complexa: sua vida familiar, a influência dos amigos, sua vida escolar, a proposta pedagógica da escola, indo até as políticas públicas que regem o ensino no Brasil. E é toda essa investigação que deve ser feita por profissionais qualificados que trabalhem em equipe para se encontrarem saídas que libertem a criança e as pessoas com quem ela se relaciona de sua problemática.


O terapeuta familiar sistêmico faz um trabalho em rede ao atender a criança, sua família (nuclear e extensa), seus amigos, e sua escola (professores, coordenadora, diretor), em conjunto com outros profissionais, como o psiquiatra ou o neurologista, o psicopedagogo, o psicólogo escolar e a professora particular.


Nesse audiolivro, eu analiso as diferentes dimensões do problema e explico como a Terapia Familiar Sistêmica pode ajudar. Não trago a solução para o problema de seu filho ou sua filha porque ele é específico, porque cada caso é um caso e necessita da exploração de suas peculiaridades. Mas vou fazer você refletir e convidá-lo a transformar sua reflexão em ação para conseguir transformar a experiência que você e sua família estão vivendo.


No final do audiolivro, destaco a importância de proporcionar à criança uma Educação Financeira, tema pelo qual acabei me interessando em conseqüência de meu envolvimento com o assunto Problema Escolar. Cada vez mais, as pessoas, e até o governo, admitem hoje que essa é uma grande lacuna que carregamos ao longo da vida e que é necessário, e mesmo urgente, que a escola e a universidade proporcionem conhecimentos e que as famílias e cada indivíduo procurem meios de desenvolver suas habilidades com as finanças e o mundo da economia. Isso reduziria enormemente os grandes problemas da atualidade que têm afetado tanto os indivíduos (na sua vida profissional e nos seus relacionamentos) quanto a situação econômica do país.


É por essa razão que ofereço esse serviço de Educação Financeira em workshops para crianças, adolescentes, jovens e adultos e nos atendimentos de Orientação Financeira.