Anton Pavlovich Tchekhov (em russo: Антон Павлович Чехов) (Taganrog, 29 de Janeiro de 1860 — Badenweiler, 14 de Julho ou 15 de Julho de 1904)[1] foi um importante escritor e dramaturgo russo, considerado um dos mestres do conto moderno. Era também médico, exercendo a profissão de 1884 a 1897. Com pouco mais de 20 anos já era considerado um escritor conhecido no meio literário da Rússia, recebendo em 1888 o Prêmio Puchkin.[2]
Dentre suas obras mais famosas, destacam-se A Dama do Cachorrinho, A Gaivota, As Três Irmãs, O Jardim das Cerejeiras, entre outras.
Infância em Taganrog
A Catedral da Assunção em Taganrog (1818 - 1938), onde Anton Chekhov foi batizado em 10 de Fevereiro de 1860.Era filho de Pável Iegórovitch Tchékhov[3]. Teve quatro irmãos, Aleksandr (1855), Nikolaj (1858), mais velhos, Ivan (1861), Michail (1865) e uma irmã, Marija (1863). Uma segunda irmã nascida em 1869, Evgenija morreu com dois anos de idade.
As origens da família são humildes. O avô de Tchekhov , Egor Tchekhov , foi um servo que comprou a sua liberdade do Kreopostnoje Pravo. Pável tinha então dezesseis anos.
Pável Tchekhov fez um estágio de três anos como comerciante. Tornou-se depois servente e contabilista. Em 1857 tornou-se dono de uma mercearia. A Guerra da Criméia tinha sido perdida e como consequência havia sido imposta a desmilitarização do Mar Negro, pelo que os marinheiros e militares que haviam sido os principais clientes até então, acabaram deixando estas paragens.
A mercearia do pai possuía um pequeno bar, que era tolerado pelas autoridades.
Numa carta de 1889 ao seu irmão Aleksandr, Anton Tchekhov resume a sua infância na frase, plena de ironia: "Filho de um servo, ... servente de loja, cantor na igreja, estudante do liceu e da Universidade, educado para a reverência de superiores e para beijos de mão, para se curvar perante os pensamentos alheios, para a gratidão por qualquer pequeno pedaço de pão, muitas vezes sovado, indo à escola sem galochas".
O liceu Anton Tchekhov em Taganrog.O pai, marcado pelo estigma de um ex-servo, educou os filhos de forma autocrática, habituando-os a obedecer. Deu-lhes no entanto o acesso à educação. Possibilitou aos filhos a frequencia de um dos melhores liceus da cidade. Tiveram aulas de música e francês.
Anton foi acólito. No entanto, pouco lhe ficou da inspiração religiosa (que a propósito era muito marcante no pai, dirigente do coro da Igreja). Como Anton disse a este respeito: "o coração está como que varrido".
Na escola, Tchékhov não foi um bom aluno. Chegou a reprovar. Um padre que lhe deu aulas de religião chamava-o com menosprezo de "Cech" (cujo significado é servo). A mensagem: tu não passas de filho de servo. Mais tarde, quando publicava os primeiros contos em jornais, Tchekhov usou o pseudónimo Antosa Cechonte com ironia.
A partir dos seus treze anos, ficou fascinado pelo teatro da cidade, que devidoa ao pouco dinheiro que possuía não frequentava tantas vezes como queria. Como era proibida a entrada de crianças não acompanhadas de adultos e sem a autorização do liceu, chegou a "disfarçar-se" de adulto, usando uma barba postiça.
Crise familiar nos anos pós 1874
Em 1874, Pável, o pai de Anton, decide comprar uma casa maior. Ao mesmo tempo alugou uma segunda loja. O seu desejo de ascensão social suplantou a sua prudência econômica. Suas dívidas cresceram e em breve ficou incapaz de as pagar. Em Abril de 1877 esteve quase a ser preso. Pável fugiu ilegalmente para Moscovo, onde os filhos Aleksandr e Nikolaj estudavam. A esposa ficou para vender a casa e pagar as dívidas. Depois juntou-se ao marido em Moscovo. Anton (então com 17 anos de idade) e Michail (16) permaneceram em Taganrog, para acabar o liceu. Michail foi depois para Moscovo, enquanto que Anton ficou em Taganrog, onde deu aulas particulares para ganhar dinheiro (o que ele relatou depois num conto). Passou dois anos e meio, sozinho em Taganrog. A mãe escreveu-lhe de Moscovo: "vende a cómoda e as coisas, depressa, não nos deixes morrer de angústia!". Suas leituras nesta fase da sua vida eram Shakespeare, Cervantes, Victor Hugo, Ivan Turgeniev, Harriet Beecher Stowe e Leon Tolstoi. As notas de Anton no liceu melhoraram nos anos em que viveu sozinho e em 27 de junho de 1879 concluiu o liceu.
Moscovo
Em agosto de 1879, beneficiando de um subsídio de 25 rublos mensais da cidade de Taganrog, Anton Tchékhov vai para Moscovo, onde reencontra a família. Esta encontra-se numa situação financeira precária: o pai está desempregado há meses e a família tem sempre dificuldades em pagar o aluguel da casa e foi forçada a mudar-se 12 vezes entre 1876 e 1879. Meses depois da chegada de Anton, o pai encontra um emprego nos arredores de Moscovo e para a sua felicidade é-lhe dada a oportunidade de dormir no local de trabalho, o que alivia a casa onde a família vive, absolutamente a abarrotar. O pai vem apenas aos fins de semana visitar a família. Anton partilha durante os seus estudos, o seu quarto de dormir com os irmãos Nicolai e Michail.
Produção literária
Tchékhov em ilustração de 1905.Em 1880, Tchekov envia um drama, escrito nos últimos tempos em Taganrog, com o título Os sem-pai, também conhecido como o "Platonov" (nome da figura central), uma famosa actriz de teatro em Moscovo, Marija Ermolova, que o devolveu sem comentários. Depois disso, Tchekov desistiu de tentar trazer uma encenação do drama para o palco.
Anton Tchekov estudou Medicina, tendo-se licenciado em maio de 1884. Já mesmo durante os seus estudos (que duraram 4 anos e meio) publicou centenas de artigos em vários jornais e revistas das metrópoles russas (Moscovo e São Petersburgo). Ele dependia desta fonte de receitas para sustentar a sí e à sua família. Entre os jornais e revistas onde publicou encontram-se o Budilnik, Strekoza, Zritel, entre outros. A partir de 1882 publicou também no Oskolski.
Em Março de 1888 surge publicado na revista Severnyi vestnik o seu romance A estepe.
Em 1889, os sintomas da tuberculose agravaram-se, fazendo-o cada vez mais pessimista sobre o seu estado de saúde. Em junho desse ano morre o seu irmão Nikolaj, vítima de tifo e tuberculose, possivelmente infectado pelo irmão. Anton Cechov sentiu remorsos por não ter estado presente nos últimos dias de vida do irmão. Em junho, o irmão Aleksandr chegou e rendeu-o na vigília ao irmão, tendo Anton decidido fazer uma viagem com os amigos até Poltava. Fugiu da mesma morte que o esperava, assim o descreveu.
Após o enterro do irmão, decidiu iniciar uma viagem sem rumo. Vive em viagem permanente nos meses seguintes. Em janeiro de 1890 escreve à família que tenciona viajar até a distante Sacalina, a ilha do desterro, no longínquo leste da Rússia. A família fica estupefacta.
Viagem a Sacalina
Após meses de preparação, Cechov partiu em 21 de abril de 1890 para a longa viagem. Suvorin deu-lhe um "avanço" de 1500 rublos para a viagem. A 11 de julho de 1890 chega finalmente a Fort Aleksandrovsk, na Ilha Sacalina. Passou dois meses no norte da ilha e três meses no sul da mesma. Quis conhecer as gentes da ilha, fez quase mesmo um levantamento das visitas que fazia, escrevendo notas em cerca de 10.000 cartões individuais, um trabalho exaustivo. A ilha Sacalina era usada como zona de desterro, tal como muitos territórios na Sibéria. A partir de 1860, o número de "criminosos" (incluindo presos políticos) enviados para a Sibéria era de cerca de 20.000 por ano. Entre os desterrados inclui-se o amigo de Tchecov, Vladimir Korolenko, um escritor, que foi enviado para a Sibéria pela polícia, sem qualquer julgamento. A 13 de outubro parte para Vladivostok. Um mês depois, chega à ilha de Ceilão. A 1 de novembro chega à Odessa. A 8 de dezembro está de regresso a Moscovo. Traz dois mangustos na bagagem.
Novamente em Moscovo
Em 1891, escreve O duelo, que é publicado no "Novo tempo" de Suvorin, por capítulos. Neste livro, fluíram as impressões que Tchechov teve das conversas que teve com um zoólogo nas férias de verão desse ano em Bogimovo, perto de Aleksin. Vladimir Vagner, recém-licenciado em zoologia, e um defensor do social-Darwinismo, do direito dos mais fortes, da seleção social.
O verão de 1891 foi particularmente seco no leste da Rússia, contribuindo para uma onda de fome. Tchecov mobilizou-se pessoalmente para combater a catástrofe, contribuindo directamente com os honorários do conto "A minha mulher", participando nas campanhas de recolha de fundos. Em janeiro de 1892, viajou até Niznij Novgorov, uma cidade afectada. Relatou as suas vivências na imprensa, contribuindo para o debate sobre a catástrofe e a necessidade de reunir fundos para as vítimas.
A casa de Melichovo
Chekhov retratado em 1898 por Osip BrazEm 1892, Tchekhov decidiu instalar-se com parte da família numa quinta em Melichovo, situada a 60 kms ao sul de Moscovo. A ideia já era um sonho desde a década de 1880, mas em 1892 Tchekhov dispunha do dinheiro necessário, que resultava em parte das primeiras encenações. O acesso à quinta a partir de Moscovo era razoável: uma hora e meia de viagem em combóio até Lopasnja e uma hora de carroça a partir dali.
A compra da quinta foi um mau negócio, gastou 13000 rublos, mais do dobro do que pretendia gastar inicialmente. O anterior dono, um pintor, aproveitou-se da ocasião. Tchecov passa a ter agora uma casa, 60 cerejeiras e 80 macieiras e pode saborear aquilo que desejava: a vida no campo. Tornou-se um elemento bem-vindo na comunidade dos lavradores das redondezas, em especial por ser médico e praticar a profissão sem exigir pagamento.
Entre as muitas visitas na nova casa conta-se Lidija Mizinova com quem Tchecov teve uma relação afectiva possivelmente mais íntima e passageira. Foi uma figura inspiradora de personagens de suas obras.
No verão de 1892 grassa agora uma epidemia de cólera na Rússia. Como no passado, Tchecov mobiliza-se na angariação de fundos ("mostrei-me um bom mendigo"), participa na construção de barracas para a quarentena, trabalhou na administração local. Felizmente, porém, Melichovo não foi afectada pela cólera.
Em 1893 volta a surgir a cólera. Tchecov volta a mobilizar-se, participando em campanhas de informação sanitária e trabalhando como médico. Foi membro da zemstvo local.
Em 1894 faz uma viagem pela Europa ocidental.
A partir de 1895 Tchecov comprou livros para oferecer à biblioteca de sua terra natal, Taganrog. Uma prática que ele manterá nos próximos anos. Mesmo em viagem pela Europa lembrou-se de comprar livros para a bibliioteca da sua terra.
O seu envolvimento na comunidade local mantém-se muito activo nos anos seguintes. Em 1894 torna-se membro da zemstvo de Serpuchov. Em dezembro desse ano torna-se curador de uma escola em Talez. Em 1896 financia pelos seus próprios meios a construção de uma nova escola em Talez. Em 1897 é a vez de financiar a construção da escola numa aldeia chamada Novoselki. Apoia também uma sociedade de beneficência que trata de pacientes que receberam alta dos hospitais. Ainda em 1897 torna-se também curador da escola da aldeia de Cirkovskoje.
Desprezo pelos Narodniks
Em 1896 surge o romance "A minha vida", e em 1897 "Os camponeses". São obras que testemunham a ruptura com as visões utópicas e românticas tão comuns nestes anos na Rússia: o ideal da vida no campo faz alguns intelectuais russos, os Narodniks, premonitores da revolução soviética, sonhar com uma saída para todos os problemas: o regresso ao passado, o regresso à agricultura. Tchecov, que vive ele próprio no campo e assiste à vida rural in loco, tem acesso a uma perspectiva que a elite intelectual das cidades não adivinha: alcoolismo, ignorância, brutalidade, maldade. Para Tchechov os homens do campo não são nenhum modelo, ao contrário do que um Leon Tolstoi possa pensar.
Esta visão, contrária aos ideais da maioria da "intelectualidade" russa, espelhada naquelas obras, irá tornar Tchecov impopular. Michajlovski acusa Tchecov de falsificar a (gloriosa) vida dos camponeses devido à sua ignorância.
Sucessos
Gorki visita Tchekhov na casa de Ialta, em 1900Após a produção com êxito de "A Gaivota" pelo teatro de Arte de Moscou, escreveu três outras peças para a mesma companhia: "O Tio Vânia", "As três irmãs", e "O Jardim dos Cerejais" (traduzido em Portugal como "O Ginjal").
Em 1901, casou com Olga Leonardovna Knipper (1870-1959), uma actriz que foi intérprete nas suas peças.
A influência do naturalismo no teatro que se fazia sentir por toda a Europa atingiu o seu expoente artístico na Rússia em 1898 com a formação do Teatro de Arte de Moscou (mais tarde chamado de Teatro da Academia das Artes de Moscou). O seu nome tornou-se um sinónimo de Tchekhov, cujas peças acerca da vida cotidiana da aristocracia possuidora de terras adquiriram um delicado realismo poético que estava anos à frente do seu tempo. Constantin Stanislavski, o director do teatro, tornou-se porventura o mais importante teórico da arte de representar do século XX.
Chekhov visitou a Europa Ocidental na companhia de A.S. Suvorin, um rico proprietário de um jornal e o editor de muitos dos trabalhos de Chekhov. A sua longa e íntima amizade foi motivo de alguma impopularidade para Chekhov, uma vez que o jornal de Suvorin, Novoye vremya (O novo tempo) era tido por muitos dos russos como de carácter conservador e reaccionário. Chekhov acabou por cortar relações com Suvorin por causa da posição do jornal em relação ao Caso Alfred Dreyfus em França, tendo Chekhov sido um defensor de Dreyfus.
Chekhov morreu vítima da tuberculose. Foi sepultado no Cemitério Novodevichy.
Obras
Teatro
Platonov («Безотцовщина», 1881) – obra em quatro atos
Malefícios do tabaco («О вреде табака», 1886) – monólogo em um ato
Ivanov («Иванов», 1887) - quatro atos
O urso («Медведь», 1888) - comédia em um ato
O pedido da mão («Предложение», 1888-1889) – comédia em um ato
O casamento («Свадьба», 1889) – cena em um ato
O demônio da madeira («Леший», 1889) – comédia em quatro atos
Tatiana Repina («Татьяна Репина», 1889) – drama em um ato
A Gaivota («Чайка», 1896) – comédia em quatro atos
Tio Vânia («Дядя Ваня», 1899-1900) – drama em quatro atos
As Três Irmãs («Три сестры», 1901) – drama em quatro atos
O Jardim das Cerejeiras («Вишнёвый сад», 1904) – comédia em quatro atos
Ensaios
Uma viagem a Sajalin («Остров Сахалин» - 1895)
Caderno de notas
Novelas
A estepe (1888)
O duelo (1891)
A história de um desconhecido (1893)
Três anos (1895)
Minha vida (1896)
Contos
A arte da simulação (1885)
A calúnia (1883)
A cigarra
A cozinheira se casa (1885)
A consulta (1883)
A cirurgia (1884)
A esposa (1895)
Abolidos! (1885)
Alegria (1883)
A dama do cachorrinho
A desgraça (1885)
A jóia roubada
A leitura (1884)
A máscara (1884)
A medalha (1884)
A morte de um funcionário (1883)
A mulher do boticário
A obra de arte
A sala de número seis
As crianças
As ostras (1884)
Arte
Barulho
Beldades
Campesinos
Cantores (1884)
Casamento por interesse (1884)
Chisst...! / Tssss!...
Contrariedades da vida
Cronologia viva (1885)
De mal a pior (1884)
Depois do teatro
Do diário de um ajudante contábil (1883)
Dois bravos
Dor
Duschechka
Em casa (1887)
Em festa
Em Semana Santa
Em terras estrangeiras (1885)
Em vésperas de Quaresma
Era ela!
Excesso de precaução
Estraviados (1885)
Fama
Flores tardias (1882)
Fortes impressões
Fracasso
Frente branca
Gente difícil
Grisha
História anônima
História de minha vida (1896)
História ruim(1882)
Ilegalidade
Inimigos (1887)
Intrigas
Ionich
Ivan Matveich
Kashtanka
Ladrões
Língua imprudente
Mal humor (1884)
Mal tempo
Má sorte
Mártires
Medidas preventivas (1884)
Memórias de um homem colérico
Mendigo
Mestre
Na barbearia (1883)
Na hospedaria
Na obscuridade
Na primavera
No barranco (1900)
No caminho
No cemitério (1884)
No departamento dos correios (1883)
No mar (1883)
No tribunal
Modorra
O bispo
O caso de um ator
O álbum (1884)
O beijo
O bilhete de loteria
O cadáver (1885)
O camaleão (1884)
O casamento
O caçador (1885)
O conselheiro secreto
O corvo (1885)
O drama
O escritor (1885)
O espelho (1885)
O espelho curvo (1883)
O estudante
O feliz mortal
O fugitivo
O gordo e o magro (1883)
O incêndio
O convidado inquieto (1886)
O leão e o sol
O livro de reclamações (1884)
O marido
O medo
O monje negro (1894)
O orador
O pai de família (1885)
O pensador (1885)
O porteiro inteligente (1883)
O preceptor (1884)
O repetidor (1884)
O sapateiro e a força maligna
O suboficial Prishibiéiev (1885)
O talento
O trágico (1883)
O triunfo do vencedor (1883)
O uniforme do capitão(1885)
O vingador
Os malfeitores (1885)
Os nervos (1885)
Perpetuum mobile (1884)
Polinka
Princesa
Problema
Professora
Quartos de hotel (1885)
Que público! (1885)
Relato da senhora N. N.
Relato de um desconhecido
Relato de um jardineiro
Remédio contra a embriaguez (1885)
Réquiem
Senhoras
Sirene
Sobre o amor
Socorro de emergência
Sonho
Tifus
Tristeza (1885)
Um “Dvornik” inteligente
Um acontecimiento
Um anjo
Um crime
Um final feliz
Um caráter enigmático (1883)
Um caso da prática judiciária (1883)
Um caso profissional
Um caso sem importância
Um descuido
Um empresário debaixo do divã (1885)
Um enigma
Um homem conhecido
Um homem estraordinário
Um hóspede inquietante
Uma aposta
Uma casa velha
Uma corista (1886)
Uma criatura indefesa
Uma criança travessa (1883)
Uma história abominável
Uma noite terrível (1884)
Umas lições preciosas
Vingança
A veranista (1885)
Verochka
Whist
Yañka
Zinochka








