Aluísio desde muito novo dedicou-se ao desenho (caricatura), e ao trabalho. Em 1876 viaja ao Rio de Janeiro, a fim de estudar Belas Artes, obtendo desde então sustento com seus desenhos para jornais.
Com o falecimento do pai (1879), volta para o Maranhão, onde começa finalmente a escrever. Dois anos depois publica "O Mulato", onde choca a sociedade pela forma crua do romance, desnudando a questão racial - tendo ele já se filiado aos abolicionistas.
O sucesso desta obra habilita-o a voltar para a Capital do Império, onde escreve sem parar novos romances, contos, crônicas e até peças teatrais.
Sua obra é vista como irregular por diversos críticos, uma vez que oscilava entre obras românticas açucaradas, com cunho comercial e direcionado ao grande público; e outras mais elaboradas e onde deixava sua marca de grande escritor naturalista.
Feito diplomata, em 1895, chega finalmente em [1910] em [Buenos Aires], cidade onde veio a falecer, menos de três anos depois.
Foi homenageado com o nome de uma importante rua no bairro de Santana, da cidade de São Paulo.
Estilo e obra
Foi o responsável por inaugurar o estilo naturalista no Brasil com o romance O mulato (1881). É também autor dos romances Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890), entre outros.
A influência de Aluísio de Azevedo são os escritores naturalistas europeus, dentre eles, o mais importante foi Émile Zola. Através dessa óptica naturalista, capta a mediocridade da rotina, os sestros e mesmo as taras do indivíduo, uma opção contrária dos românticos que o precederam.
As características fundamentais do naturalismo, quais sejam influência do meio social e da hereditariedade na formação dos indivíduos, além do fatalismo, estão presentes nas obras de Aluísio de forma veemente. Nele "a natureza humana afigura-se-lhe uma selva selvageria onde os fortes comem os fracos", afirma o estudioso Alfredo Bosi.
Obras
* Uma Lágrima de Mulher, novela, 1880 – primeiro trabalho.
* O mulato, novela, 1881
* Mistério da Tijuca ou Girândola de amores, novela, 1882
* Memórias de Um Condenado ou Condessa Vesper, novela, 1882
* Casa de pensão, novela, 1884
* Filomena Borges, novela, 1884
* O homem, novela, 1887
* O cortiço, novela, 1890
* O coruja, novela, 1890
* A Mortalha de Alzira, novela, 1894
* Demônios, conto, 1895
* O livro de uma sogra, novela, 1895
* O Bom Negro, crônica
* O Esqueleto, (em contribuição com Olavo Bilac).
* Os Doidos, peça
* Casa de Orates, peça
* Flor de Lis, peça
* Em Flagrante, peça
* Caboclo, peça
* Um Caso de Adultério, peça
* Venenos que Curam, peça
* República, peça








